Município de Galvão
Aspectos Históricos
Em 1940 começaram a chegar os primeiros moradores, procedentes do Rio Grande do Sul, depois de terem se radicado na região de Palmas – PR e Clevelândia, no mesmo Estado.
Para chegarmos até a nossa história, é preciso que se volte um pouco ao passado, para que ela seja melhor entendida.
Naquela região paranaense residiam alguns fazendeiros ou “coronéis”, remanescentes das antigas forças imperiais e ou revolucionárias, que vieram de São Paulo, via Guarapuava e passaram a residir, depois de constituírem famílias, naqueles rincões paranaenses. No livro “A história de Galvão”, está bem destacada a forma como foi desbravada esta região, até então inóspita. A história então, remonta às determinações imperiais para garantir à coroa, o domínio da região Sul do Brasil, via Guarapuava. Esses fazendeiros obtiveram alguns quinhões de terras nesta região, no entanto, não tinham muito interesse na exploração dessas terras porque as matas eram muito densas e “havia muito pinheiro”, o que não lhes interessavam porque não era compatível para a criação de gado. Para zelar pelas terras, encaminharam alguns “caboclos” para impedir que as terras fossem invadidas. No local onde hoje está localizada a Cidade de Galvão, havia na margem esquerda do Rio Saudades, uma “campina”, que servia de pousada para os tropeiros, que por aqui passavam em direção a São Paulo e aos Campos do Erê, (hoje o município de Campo Erê), onde havia sido montado um posto avançado de homens para garantir a conquista desta região.
Desses caboclos que originariamente vieram cuidar dessas terras, muito pouco se sabe. Algumas pessoas, daquelas mais antigas que vieram residir em Galvão, contam que ao aqui chegarem existia um “homem muito bravo e temido”, que se chamava “Osório Sampaio” e que se dizia “capataz” da Fazenda “Galvão”, pertencente à família de Manoel Lustosa Martins, morador na então Vila de Clevelândia. O citado Osório Sampaio, que residia exatamente onde hoje se localiza a Igreja Matriz São Miguel Arcanjo, ficou mais famoso ainda, quando, no final da década de 1950, juntamente com os comparsas, conhecidos por “Arquimino” e “Água Doce”, cometeu por ocasião de uma carreirada, um duplo homicídio, assassinando os inspetores de quarteirões: Constante Padilha, que residia na localidade de Padilha e Joaquim de Souza, vulgo “Joaquim Ladeira”, que residia nas proximidades da atual Linha São Miguel. Sabe-se que Osório Sampaio foi preso e cumpriu pena na Cadeia de Chapecó e que os comparsas “Arquimino” e “Água Doce”, posteriormente, foram presos na região de Francisco Beltrão – PR e também cumpriram pena na Cadeia de Chapecó. Tais histórias se contam até hoje e nunca foram exploradas para o registro histórico de nosso Município. O intuito é deixar estas informações para que no futuro, possam ser coletados melhores dados a esse respeito. O processo desse crime certamente consta dos anais do Fórum de Justiça da Cidade de Chapecó.
Quanto ao nome “Galvão”, teve origem, possivelmente, no sobrenome de uma família, que fugindo da Guerra do Paraguai, residiram por algum tempo nesta região, dando denominação ao nome da Fazenda da família Martins – Fazenda Galvão. Existiam ainda outras “Fazendas”, adquiridas da mesma forma, como por exemplo: Fazenda São Bento da Saudade, Fazenda Saudades, Fazenda Saudadinha, Fazenda São Domingos e outras.
Então por volta de 1940/1942, iniciou-se a colonização do Município, quando Francisco Antonio dos Santos(o Seu Chicuta) e seu irmão João dos Santos (o Seu Menota) e Francisco Rosa de Lima(o Seu Chicutinha), adquiriram em vieram morar na região da localidade de Alto Rio Martins, dando a arrancada para o desbravamento e colonização da região. Muitas outras famílias vieram depois e...bom...aí é outra história.
Outras Informações a respeito, acesse “Histórico da Câmara Municipal” (GALVÃO E SEUS ADMINISTRADORES – 1963/2005)
Dados extraídos, na sua maioria, da história que se conta boca-a-boca e compilados pela Secretaria da Câmara Municipal de Vereadores de Galvão, num trabalho pessoal de:Pedro Flori Godoy